À medida que as cerejas de café começam a amadurecer nos cafezais brasileiros, marca-se não apenas o início de mais uma safra, mas também um período crítico para o monitoramento e garantia de práticas trabalhistas responsáveis e dos direitos humanos nas cadeias de fornecimento.
A colheita do café, que mobiliza milhares de trabalhadores temporários em diversas regiões produtoras do país, traz consigo tanto oportunidades econômicas quanto riscos potenciais de violações de direitos humanos que precisamos abordar com determinação.
Como profissional atuante no setor de sustentabilidade e direitos humanos dentro da LRQA, tenho observado que as fazendas que adotam práticas exemplares de recrutamento, contratação transparente e condições dignas de trabalho não apenas evitam riscos legais e reputacionais, mas também colhem benefícios concretos em produtividade e qualidade.
Quatro pontos críticos que merecem especial atenção neste momento:
1. Processos de recrutamento transparentes;
2. Contratos de trabalho claros e formais, com todas as garantias trabalhistas previstas na legislação brasileira;
3. Condições adequadas de alojamento que atendam integralmente à NR-31, com instalações sanitárias, espaços de convivência e estrutura digna;
4. Mecanismos de reclamação eficientes como o Nossa Voz.
A excelência na produção de café brasileiro, reconhecida mundialmente, deve ser acompanhada por excelência no tratamento dado às pessoas que fazem essa qualidade possível. Vamos honrar as mãos que produzem e colhem os nossos cafés! Vamos em frente!